Índice de transmissibilidade de Covid-19 aumenta em Piripiri, Campo Maior e Corrente

É o que aponta a última etapa do Inquérito Soroepidemiológico, realizada no Piauí entre 27 e 30 de junho, em 11 municípios do estado.
créditos: 180.com.br

 

O índice de transmissibilidade da Covid-19 aumentou em Piripiri, Campo Maior e Corrente. É o que aponta a última etapa do Inquérito Soroepidemiológico, realizada no Piauí entre 27 e 30 de junho, em 11 municípios do estado. A pesquisa mostra a evolução do número de indivíduos infectantes e imunizados, além da dinâmica de transmissibilidade (R0) do novo coronavírus.

Os três municípios que tiveram aumento na transmissibilidade estão com o índice acima de 1, o que significa que o crescimento da doença é exponencial. Abaixo de 1, há o controle da transmissão do vírus. Em Piripiri, o índice de transmissibilidade é de 2,18, com 4.527 infectantes. Já em Campo Maior, o índice é de 1,6, com 2.135 infectantes; e na cidade de Corrente é de 1,2 com 1.066 infectantes.

Segundo Ester Miranda, a pesquisadora responsável pelo inquérito, embora Campo Maior não apresente um índice baixo, em relação à etapa passada, ele está em uma tendência de diminuição. Já Piripiri, que estava num nível abaixo de Teresina e Parnaíba, agora está acima desses municípios no índice de transmissibilidade.

Quanto ao sul do estado, a pesquisa mostra que é uma região mais homogênea. “Todos do sul estão com tendência de diminuição, exceto Corrente, portanto é fundamental que o município se adeque ao novo normal para que não respingue nas cidades que estão conseguindo controlar o vírus”, disse Ester Miranda.

Em todos os municípios, o número de imunizados (pessoas que tiveram a doença e já se recuperaram), é maior do que o número de infectados. No entanto, não minimiza a gravidade da quantidade de transmissores do vírus.

“Os imunizados são o acúmulo de todas as pessoas que tiveram o vírus e não têm mais. Como é uma doença que tem o tempo de durabilidade pequeno, de 14 dias, sempre haverá pessoas se recuperando e o número de novas pessoas infectadas tende a ser menor. O que levamos em conta é que está crescendo de uma etapa para outra. Se antes havia 10 pessoas infectantes e agora são 50, significa que as dez infectaram todas as outras”, alerta a pesquisadora.

Ainda segundo Ester, o índice de transmissibilidade é dinâmico e é o reflexo do comportamento da população do município. “O crescimento ou diminuição do índice vai depender do isolamento social, distanciamento seguro, uso de máscaras e equipamentos de proteção individual e do cumprimento das medidas. Se não seguirem as normas de segurança sanitária, esse índice pode rapidamente aumentar e todo o trabalho que vem sendo realizado no combate à Covid-19 pode ser desfeito. As cidades que não estão conseguindo controlar a transmissão do vírus podem sobrecarregar o sistema de saúde do estado como um todo, portanto é fundamental que todos colaborem e sigam na mesma direção”, afirma Miranda.

 

 

 

 


COLUNISTA
Eudes Martins
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