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Polícia descobre 19 empresas laranjas no Piauí em operação com Goiás

Os empresários João Batista Victor e Maurício Miguel foram presos em Anapólis (GO)
créditos: cidadeverde.com

Com a prisão de dois grandes atacadistas do País, a Polícia do Piauí descobriu o funcionamento de 19 empresas laranjas no estado. Os empresários João Batista Victor e Maurício Miguel foram presos em Anapólis (GO) suspeitos de integrarem um esquema especializado em fraudar o fisco piauiense. Segundo estimativa da Polícia o prejuízo chega a R$ 93 milhões aos cofres públicos.

O delegado João José, da Delegacia Contra a Ordem Tributária (Decortec), informou que metade dos R$ 93 milhões de impostos já estão prescritos.
"Se os empresários pagarem a dívida que pode ser mais de R$ 50 milhões, eles podem ser soltos pelo juiz", disse o delegado.

O titular da Delegacia Contra a Ordem Tributária (Decortec), James Guerra disse que a operação é para combater empresas laranjas criadas para fraudar o fisco piauiense.

Na manhã de hoje (15), os dois empresários foram ouvidos e utilizaram o direito de permanecerem calados durante o depoimento na sede do Grupo Interinstitucionais de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Grincot). Apesar disso, as perguntas foram realizadas pelo Ministério Público e a Polícia Civil.

De acordo com o delegado João José, eles informaram que só falariam na Justiça.

"Fizemos várias perguntas sobre a sonegação tributária, mas disseram que só falam em juízo. Foram mais de quatro horas de interrogatório e eles sem responder", afirmou o delegado.

João José informou ainda que os advogados dos suspeitos acompanharam o interrogatório e já deram entrada no pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça e aguardam decisão. Enquanto isso eles devem continuar presos na Polinter.

Prisão

Dois grandes atacadistas do Centro-Oeste do país foram presos na última quarta-feira(10), por policiais do Piauí, na cidade de Anápolis, onde moram. Eles são suspeitos de sonegar impostos ao Piauí, além de falsidade ideológica e organização criminosa.

As investigações começaram em 2017, com a prisão de várias pessoas, incluindo uma família de Campo Maior, apontada como responsável pela criação de dezenas de empresas de fachada. A dupla presa venderia mercadorias para as empresas fantasmas no Piauí. Ao todo, 19 pessoas foram indiciadas.

 


 


COLUNISTA
Eudes Martins
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