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Movimentos Sociais realizam Ato Público em Pedro II

A data desta quarta feira dia 15 de maio marcou protestos em todos os Estados do País
créditos: Matões FM

No final de mês de abril o Ministro da Educação Abraham Weintraub anunciou o corte de 30% das verbas para 60 Universidades Federais e 40 Institutos Federais de ensino o que gerou rapidamente uma reação de protestos em todo o País contra a medida, tendo em vista atingir milhões de estudantes. A reação à medida, que coloca em risco a pesquisa científica e o futuro de milhões de jovens no país foi intensa. A data desta quarta feira dia 15 de maio marcou protestos em todos os Estados do País e uma greve nacional da educação. O movimento dos professores e estudantes também é contra a reforma da Previdência, um ataque ao direito de se aposentar de milhões de trabalhadores/as.

Heleno Araújo, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores/as em Educação – CNTE destaca que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem como objetivo destruir a aposentadoria do povo brasileiro, em especial a das trabalhadoras e a dos trabalhadores da educação. Isso porque a PEC altera as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores.

“As professoras que ingressaram na carreira até 2003 vão ter que trabalhar 10 anos a mais e as que ingressaram depois de 2004 serão de trabalhar 15 anos a mais para receber benefícios menores”, explica Heleno, que questiona: “Como é que nós professores, ocupação considerada penosa, conseguiremos trabalhar até 65 anos, ou no caso das professoras, até 62 anos?”.

O Dia Nacional de Luta em defesa da educação e das aposentadorias aconteceu nesta quarta feira dia 15 de maio. As manifestações ocorrem em todo o Brasil e Pedro II também entrou na luta através das organizações sociais, sindicatos e estudantes de algumas escolas como a Ecoescola Thomas a Kempis, a Escola Família Agrícola Santa Ângela e alguns estudantes do Instituto Federal do Piauí – IFPI Campus Pedro II. Estiveram presentes também organizações como a Fundação Santa Ângela, o Centro Mandacaru, o CERAC, a Obra Kolping, o Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais, o Sindicato dos Servidores/as em Educação de Pedro II, além de outras organizações locais.

A concentração ocorreu às 07:30 da manhã na Praça Bonelle. De lá os manifestantes seguiram pelas ruas do centro da cidade até chegar na Praça da Matriz onde ocorreu algumas falas de representantes das organizações presentes.

“Não queremos retrocesso na educação, nem nos direitos garantidos pelos trabalhadores deste País”, dizia um dos manifestantes no ato durante sua fala na Praça da Matriz.

  


COLUNISTA
Eudes Martins
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